12/01/2017

RETROSPECTIVA U2H 2016

Durante o ano 2016 a Universidade Hip Hop organizou e colaborou na organização de vários eventos dando arranque ao seu ano Cultural à 3 de Janeiro e o encerramento oficial no dia 27 de Novembro onde destacaram-se os seguintes eventos:

1. "ANÁLISE DOS CÓDIGOS DE CONDUTA DA KULTURA HIP HOP"

Esta actividade foi organizada em colaboração com o Movkool e teve lugar no Panguila (Bengo) no dia 03 de Janeiro, com o objectivo de apresentação e discussão em tornos dos códigos de conduta que orientam o Hip Hop e os seus elementos.
Para tal foram apresentados em primeira instância as linhas de orientação primária da Kultura Hip Hop (Amor, Paz, União e Diversão com Responsabilidade), seguida foram apresentados os pontos de 3 documento principais para perceber-se como devemos nos comportar enquanto agestes desta Kultura (Infinity Lessons, Declaração de Paz do Hip Hop e o Memorando de Entendimento do Hip Hop Nacional).
Por outro lado foram analisados os códigos de conduta prórpios de 2 elementos (Break Dance e Graffit Art), encerrados então pela análise do código de conduta que rege o mundo da produção de música Rap com destaque ao Sample.
O Evento foi encerrado com a performance de alguns Emecees e claro Deejays e B-boys.








2. ANÁLISE HISTÓRICA DO ISLÃO "ORIGENS E DIFERENTES CORRENTES"

No dia 16 de Janeiro dentro do programa das Conversas Com... (Evento em que são convidados diferentes investigadores para apresentação de algum tema ou matéria de interesse social através de uma conversa descontraída), tivemos como convidado Pedro Ngalaxi "Autodidacta" para apresentar em uma visão histórica a trajectória do Islão como a corrente religiosa com o maior número de crentes a nível mundial e que tem sido cada vez mais estigmatizada.

A conversa despertou o interesse de um público vasto, fazendo-se presentes Afrocratas, Cristãos, Ateus e Islamistas, que entre perguntas e respostas foram desmistificando alguns tabus criados em torno desta corrente religiosa, foi igualmente feito o paralelismo com o Movimento Hip Hop,





3. IDENTIDADE AFRICANA "CULTURA E ACULTURAÇÃO"

No dia 30 de Janeiro foi analisada em Mesa Redonda a problemática referente a Identidade Africana,  para tal tivemos como convidados (Nsalambi Booz, Tien Eduardo e Isidro Fortunato), responsáveis por conduzir uma conversa que permitise ao presentes perceber a preocupação cada vez maior por parte de alguns activistas pelo desinteresse social com as culturas Africanas, que é visto como das piores lacunas deixadas pela escravatura e cimentada com a colonização (periodo de interrupção do curso normal da história Africana).

Foram incialmente esclarecidos os conceitos sobre identidade Africana, Cultura e Tradição, passando posteriormente para as diferentes abordagem que contaram ainda com subsidios de Scotty the Leader e o Professor Abel Paulo.





4.  O CABELO NATURAL COMO MEIO DE AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA

No dia 19 de Março tivemos como convidada para o Conversas Com... a activista capilar e jornalista Djanira Barbosa que conduziu a conversa sobre o Cabelo Natural, analisando detalhes de como se deve tratar o cabelo para mante-lo natural, a transição de um acto de resistência para uma tendência da moda, assim como a resistência social (institucional e individual) para aceitar as escolhas voluntárias de que opta por usar o cabelo natural.






5. COMO SE TORNAR UM BAILARINO PROFISSIONAL 

No dia 09 de Abril em colaboração com Jack Inequívoco, foi realizado o Workshop destinado aos Street Dancers (B-boys, Poppers, Lockers, Krumpers e outros), sobre a profissionalização da dança e dos seus actores. O workshop teve como preleitores Bm Toques (Mentor do projecto Biló Baila), Tássio - Jay Groove (Popper coneituado a nível nacional) e Alda Lara (Bailarina profissional de Dance Hall), que partilharam com os presentes, experiências e ideias de como transitar de naçarino (amador) para Bailarino, e para tal foram destacados aspectos como comprometimento, disciplina e dedicação, ainda umplano de treinos rigorosamente elaborado e cumprido.





6. FESTIVAL "CELEBRAÇÃO DA SEMANA DE APRECIAÇÃO DA KULTURA HIP HOP"













7. REINTEGRAÇÃO SOCIAL ATRAVÉS DAS ARTES







No dia 14 de Agosto a Universidade Hip Hop em Colaboração com a DBC e o Projecto evolução, organizaram uma tarde de homengem ao Sensei Mestre Mau, onde foi feita uma fusão entre os elementos da Kultura Hip Hop e as Artes Marciais. Este evento teve como pano de fundo a reintegração social social através das arte, uma acção que é praticada pelas instituições envolvidas na organoização do evento, cujo o Sensei homenageado fez parte enquando ainda em vida. Durante a actividade teve uma palestra em que foram apresentados o papel das artes no processo de maturação humana transformando seres comuns em actores positivos socialmente, depois disto foram feitas diferentes demostracções de técnicas de Jiu Jitsu tradiciona, entrega de diploma para os atletas e o encerramento com a performance de alguns Emecees. 






11/01/2017

DIA 2 Celebração da Semana de Apreciação da Kultura Hip Hop

Dia 21 de Maio
O 2.° dia foi reservado para as performances dos 4 elementos Núcleo da Kultura Hip Hop (Deejayin, Graffiti Art, Break Dance e Emeceein).



O evento arrancou pontualmente as 8h00, altura em que os Graffwriters estavam a idealizar e estruturar a interacao para o Ngola Graffiti INVENCIBLE Jam (Encontro de Writers), fizeram-se presente representantes da BAW Crew, dis 300 Crew e da Mug Crew para a pintura mas tambem compareceram ao local membros de outros Crews como a Imortal Crew e Writers Freelancers como o ArtMore... As 9h00 os Deejays (Nkkappa e Mamem) ja tinham as condicoes criadas para recever o pessoal no auditorio da Mediateca de Luanda (Arsenal Montado), e foram dando as boas vindas ao pessoal mais pontual com os 2 Deejayis a tocarem em simultâneo (2 pares de turntable). Contagiados pelo ritmo, 3 Mc's com sangue de gladiadores começaram por aquecer os Microfones (Fly Squad, Dikliaba e outros Emecees) que no improviso foram dando as boas vindas ao pessoal, gerando ao longo do Freestyle um bom momento de batalha entre deles.

A seguir a sessão de Freestyles que teve por volta de 30 mim os Deejays deram sequência desta vez já com o Deejay Ritchelly completando assim uma sessão de 3 Deejays com uma sincronia admirável onde cada um era responsável por misturar uma música lançada pelo outro, um era responsável pelo Scracth e Cuts enquanto o som batia, durante algum tempo foram exibidas algumas técnicas de turtumblismo com realce para o Back-to-Back (Técnica que caracteriza a extensão  do Break Break e consequentemente o nascimento da música Rap e dos B-Boys).



40 minutos depois foi a vez de serem chamados os Dancers (B-Boys,  Poppers, Lockers e Krumpers) para a primeira sessão de Break Dance, onde foram representados 4 estilos de Dança associados ao Hip Hop, por Dancers que têm participado das Cyphers e concursos  realizados nos últimos tempos (Biló Baila, Luanda Break Beatriz Session, Dance Machine Battle e Breakin Confronto de Rua).






Nesta altura, na parte externa do Auditório  (Jardim da Mediateca), os Writers já haviam repartido por 4 os 80 metros quadrados (Painel do Ngola Graffiti  INVENCIBLE Jam) e resolveram aplicar duas técnicas de Graffiti referenciadas na Oficina de Graffiti que aconteceu no dia 20 (Wild Style e Character).
No interior do Auditório terminada a primeira Cypher de Break Dance foi então anunciado o 1.° Bloco de Emecees, caracterizado pela diversidade regional onde tivemos a representarem Mc's provenientes de diferentes pontos do País, dos mais conhecidos aos poucos conhecidos mas todos com excelente performances (ao nível exigido para o Festival) com conteúdos diversificados, beats variados, flow alternado, tudo a muito bom nível.
Mesmo ao estilo de um Festival, assim que encerrou o primeiro Bloco  de Emecees os Deejays voltaram a entrar em acção com o mesmo formato (3 Deejays, 3 Misturas 3 Hosting e diferentes técnicas de Turntumblismo) neste bloco importo realçar a interação entre os Deejays e a plateia que conhecia as várias músicas que foram passadas (desde Dr.° Dre, Mck, Phay Grande o Poeta, Krs One, uma Homenagem ao Dabulls e várias outras músicas que enquadrava perfeitamente ao estado de espírito que se partilhava na Sala.




Ao terminar o bloco de Deejays, surgiu um elemento não previsto (BeatBoxin) com o B-Dog que mostrou na sala que ainda se tem praticado a produção de instrumentais com a caixa, aplaudido por todos misturando na caixa, Beats, scratchs, e Cuts com o nome da Universidade Hip Hop.



A sua saída, deu lugar a mais um Bloco de Break Dance, desta vez caracterizada pela diversidade no género pois vimos representar a Neidy  (Popper) e a Vanda (B-Girl) que sem qualquer desprimor representaram muito bem cada uma o seu estilo, acompanhadas pelos outros Dançarinos que obedecendo as regras comuns de uma Cypher, entraram apresentavam-se e representavam.

Ao último Bloco de Emecees, é obrigatório destacar a diversidade demográfica (idade e género), pois tivemos a representação histórica do Loro G (Um rapaz de 10 anos) que rapou por cima do Beat do Xzbit a música de sua autoria "Eu estarei aqui" com a segurança de um Mc em ascensão. Por outro lado tivemos a representação de Mondlane (com mais de 40 anos de idade e que faz parte da segunda geração dos agentes da Kultura Hip Hop em Angola), passaram igualmente pelo palco as senhoras do projecto Rapvolução que apresentaram em estreia a música Remix do "Eu amo o Rap".
Com uma miscelânea de gerações, e características, os Mcs encerraram as performances no interior do auditório.
Em sequência, realizaram-se na parte externa (Pátio da mediateca)  Cypher de Break Dance e de Freestyles com participação inclusiva.









Os Writers terminaram uma autêntica obra de arte de 80 metros quadrados onde estavam representados o Dj Kool Herc (Pai da Kultura Hip Hop), a marca de um King (Spent) e a mistura entre o Character e o Wild Style dos prejuízos do cigarro.






Desta forma foi dado por encerrado o Festival de Hip Hop Nacional.

A Universidade Hip Hop agradece a todos que participaram quer representando algum elemento, comparecendo ao acompanhando via redes sociais.
Relembrando que a responsabilidade da Manutenção do Hip Hop Nacional é conjunta.
(Todos juntos somos mais fortes)





Universidade Hip Hop... Conhecimento é Poder!